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21.04.10

BRASIL. Consorcio Norte Energia de Eletrobras se adjudica megaproyecto hidroeléctrico Belo Monte

El consorcio llamado Norte Energia se adjudicó la subasta por la central hidroeléctrica de 11,3GW Belo Monte en Brasil, informó en un comunicado el regulador eléctrico nacional, Aneel.

Norte Energia lo encabeza la filial Chesf de la energética federal Eletrobras, con una participación de 49,98%. El resto de las empresas que lo componen son Queiroz Galvão (10,02%), Galvão Engenharia (3,75%), Mendes Júnior (3,75%), Serveng (3,75%), JMalucelli Construtora (9,98%), Contern Construções (3,755%), Cetenco Engenharia (5%) y Gaia Energia e Participações (10,02%).

 

El grupo ofreció la tarifa más baja, que fue de 77,97 reales por megavatio/hora (US$44,4). El precio máximo que estableció el gobierno era de 83 reales por megavatio/hora.

 

Otro consorcio, denominado Belo Monte Energia, ofreció una tarifa de 82,90 reales por megavatio/hora.

 

A la cabeza de este último consorcio se encontraba la constructora Andrade Gutierrez con una participación de 12,75%, y contaba además con el grupo minero Vale (NYSE: VALE) (12,75%), el holding eléctrico Neoenergia (12,75%), Companhia Brasileira de Alumínio (12,75%), Eletrobras Furnas (24,5%) y Eletrobras Eletrosul (24,5%).

La central Belo Monte se emplazará en el río Xingu, en el estado amazónico de Pará, y será la tercera central hidroeléctrica más grande del mundo, después de la china Tres Gargantas y la central Itaipú, ubicada en la frontera entre Brasil y Paraguay.

El gobierno estima que su costo asciende a 19.000mn de reales, pero según algunos especialistas podría alcanzar los 30.000mn.

 

El inicio de las operaciones está previsto para el 2015.

 

FUENTE

 

http://www.bnamericas.com/news/energiaelectrica/Consorcio_Norte_Energia_de_Eletrobras_se_adjudica_Belo_Monte

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Grupo Norte Energia leva Belo Monte com deságio de 6%

BRASÍLIA (Reuters) - Após uma guerra de liminares na Justiça, o consórcio liderado por Chesf, grupo Bertin e construtora Queiroz Galvão surpreendeu e venceu nesta terça-feira o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, considerada a terceira maior do mundo em capacidade de geração e com um orçamento previsto de 19 bilhões de reais.

O grupo ofereceu uma tarifa de 78 reais o megawatt/hora, ante um preço máximo definido no leilão de 83 reais, um deságio de 6,02 por cento.

O consórcio, chamado de Norte Energia, superou o grupo Belo Monte Energia, considerado favorito na disputa e integrado por pesos-pesados do setor como as estatais Furnas e Eletrosul e também por Vale e Andrade Gutierrez, que estava envolvida no projeto há anos.

"Eu vou fazer a obra mais barata. Se eu for eficiente, ganho mais", disse a jornalistas José Ailton de Lima, diretor de engenharia e construção da Chesf, geradora de energia elétrica com operações mais concentradas do Nordeste, após o anúncio do resultado da disputa. "A obra tem uma escala muito grande. Ela traz vantagens enormes para os empreendedores... o meu papel é fazer a obra."

No entanto, ele informou que a Queiroz Galvão, apesar de ter participado do consórcio, "pediu um tempo para pensar" se continua com o investimento. A tarifa teto estabelecida pelo governo para o leilão, de 83 reais por megawatt/hora, já era considerada baixa pelo mercado.

A Agência Nacional de Energia Elétrica não informou quanto foi oferecido pelo consórcio Belo Monte Energia, que, por sua vez, preferiu não comentar o assunto. Fontes do leilão, no entanto, informaram que a oferta teria sido de 82,90 reais o megawatt/hora.

Lima afirmou a jornalistas que não existe previsão de antecipação do projeto de Belo Monte e que a Eletronorte reforçará o consórcio, como o previsto. Segundo ele, as estatais ficarão com 49,98 por cento da usina.

"A Eletronorte já assinou o termo de compromisso. Pode, sim, ter outros sócios estratégicos", destacou Lima, sem dar detalhes.

SEIS MESES PARA COMEÇAR

Lima afirmou ainda que a obra deverá levar ainda cerca de seis meses para ser iniciada, pois o consórcio precisa elaborar o estudo de viabilidade básica para conseguir a licença de instalação.

Sobre manifestações indígenas na região onde a usina será erguida, o executivo comentou que "estamos vivendo em um Estado de direito democrático e vamos enfrentar o que vier".

"Ao projeto de Belo Monte cabe muito aperfeiçoamento, muitas melhorias, mas ainda não podemos falar muito porque elas têm que ser submetidas à Aneel", disse Ailton.

Para o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, a usina de Belo Monte tem fundamentalmente um papel de desenvolvimento regional.

"Isso não ocorreu nas outras usinas", comentou o ministro, referindo-se aos investimentos que terão de ser feitos para melhorar a infra-estrutura local e viabilizar o projeto. Somente em contrapartidas socio-ambientais, o grupo vencedor terá que desembolsar 1,5 bilhão de reais.

A usina, que deverá ser a terceira maior do mundo, atrás da binacional Itaipu e da chinesa Três Gargantas, tem entrada em operação prevista para 2015 (1a fase) e 2019 (2a fase) e contará com capacidade instalada de 11 mil megawatts, com garantia física de 4.571 megawatts médios.

A primeira máquina de força entrará em operação em 2015, com capacidade de 600 megawatts. A partir daí, será inserido a cada dois meses um equipamento com a mesma potência até 2019.

O leilão ocorreu após a derrubada pelo Tribunal Regional Federal de Brasília de três liminares concedidas pela justiça federal do Pará que tentaram impedir o negócio sob alegações de problemas no licenciamento ambiental.

ESTERCO

Pela manhã, membros da Aneel foram surpreendidos com um monte de 3 toneladas de esterco despejados pelo grupo ambientalista Greenpeace na entrada principal da autarquia em Brasília.

De acordo com o Greenpeace, essa foi "a única maneira de resumir, em uma imagem, a herança maldita que o governo Lula deixa para o país insistindo nessa obra".

O diretor da organização Amigos da Terra-Amazônia Brasileira, um dos grupos que abriram o processo que originou a terceira liminar contra a realização do leilão nesta terça-feira, questionou o resultado.

"A tentativa de gerar um fato consumado, após comprometer expressivos recursos do contribuinte e do trabalhador brasileiros, traz novos riscos para esta obra, muito além de seus passivos socioambientais e de sua inviabilidade econômica", disse Roberto Smeraldi em comunicado. "O leilão deveria ter sido reconvocado, com novo edital."

Enquanto isso, o Ministério Público Federal ameaçou pedir na Justiça a anulação do leilão, afirmando que licitação pode ter configurado desobediência à decisão judicial, dependendo da confirmação do horário em que a Aneel e a Advocacia Geral da União foram notificadas sobre a terceira liminar emitida no Pará.

"O MPF vai pedir informações oficiais sobre a questão à AGU, à Aneel e à Justiça Federal e, caso seja constatado o descumprimento da ordem judicial, o MPF deverá pleitear, judicialmente, a declaração de nulidade do leilão realizado", afirma.

"Fomos extremamente cautelosos porque nós soubemos de uma nova liminar, mas nós não tínhamos ainda sido citados. Mesmo assim, de forma bastante precavida a gente resolveu suspender a continuidade do leilão", acrescentou. O leilão, que estava marcado para começar as 12h, iniciou o processo de abertura de ofertas às 13h20 e o resultado só foi divulgado por volta das 16h.

(Com reportagem de Carolina Marcondes em São Paulo e Bruno Peres e Raymond Colitt em Brasília)

FUENTE

http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2159968/grupo-norte-energia-leva-belo-monte-com-desagio-de-6

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